A importância da cultura empresarial nos seus resultados

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Na segunda metade do século XIX, a Suprema Corte dos Estados Unidos, corroborando o papel estratégico que o setor produtivo desempenha na sociedade, reconheceu a personalidade jurídica da empresa. A partir de então, esse entendimento se espalhou pelo mundo e as organizações passaram a ser vistas como pessoas diante da lei (pessoas jurídicas), isto é: entidades capazes de adquirir direitos e contrair obrigações.

A partir da década de 1980, no entanto, especialistas passaram a argumentar que a empresa não só era uma pessoa aos olhos da lei, mas também da sociedade como um todo e de seus funcionários e colaboradores, na medida em que cada empresa possui um conjunto único de valores e uma verdadeira cultura empresarial. No post de hoje abordaremos a importância da cultura empresarial nos resultados da empresa. Confira!

Afinal, o que é cultura empresarial?

Parece não haver consenso na conceituação do termo “cultura empresarial”, no entanto, é possível traçar em algumas linhas elementos que certamente expressam uma ideia geral acerca do assunto. Assim, podemos afirmar que a cultura nada mais é do que um conjunto de valores, práticas, rituais, costumes e símbolos partilhados entre os membros de uma mesma empresa. Ou seja, em geral, é o modo como funcionam as coisas no dia a dia de determinada empresa, bem como ideias que são coletivamente compartilhadas e influenciam as atitudes e comportamento.

Por que investir em uma cultura empresarial?

É equivocado supor que a cultura empresarial se forma a partir da vontade exclusiva de determinados membros da diretoria ou gerência e é imposta de cima para baixo na hierarquia da instituição. A grande verdade é que práticas reiteradas, costumes e procedimentos cotidianos acabam se enraizando profundamente no “clima” e no ambiente de trabalho por todos compartilhado. Desse modo, a administração pode ou não optar por participar desse processo, sendo certo que, independentemente disso, uma cultura será formada no ambiente.

Agregando valor à empresa

No passado o valor de uma empresa era aferido única e exclusivamente com base em balanços contábeis anuais e indicadores gerais de rentabilidade. Muitas vezes, no entanto, esses números podem gerar equívocos, motivo pelo qual têm tido um peso cada vez menor na avaliação. Podemos pensar, por exemplo, em uma empresa que vem apresentando bons resultados, mas tem um ambiente de trabalho ruim ou, ainda, possua um conjunto de valores  ou uma imagem que não esteja compatível com o que se almeja.

A cultura empresarial é um ativo poderosíssimo, mas insuscetível de ser mensurado por cálculos, já que representa um modelo mental e não escrito que orienta o comportamento da empresa, bem como bens intangíveis, como a fidelidade dos clientes e o valor de uma marca, símbolo ou imagem. A importância do tema é tamanha que, muitas vezes, temos a oportunidade de observar na prática que duas empresas com modelos rigorosamente iguais produzem resultados completamente diferentes.

Por fim, resta reforçar que a cultura empresarial estará presente na organização, quer seus administradores se envolvam, quer se omitam. Sabendo que os pequenos detalhes do dia a dia, os costumes e os valores têm um impacto grande nos resultados, é sempre bom que os gestores se envolvam nesse processo, incentivando práticas produtivas e coibindo as prejudiciais.

Ainda tem alguma dúvida sobre a definição de uma cultura empresarial? Tem alguma experiência com culturas organizacionais que poderiam ou deveriam ser melhoradas? Deixe um comentário e participe da conversa!

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