Controle de finanças pessoais

Controlando suas finanças Pessoais – Parte 5 – Conclusão

Crédito? Só com consciência! | Parte 5

A trajetória de queda dos juros tornou o crédito mais barato e acessível para nós brasileiros. Isso, em um primeiro momento, é uma notícia muito boa para o país. Afinal, com mais crédito, uma economia tem mais fôlego para crescer. Entretanto, o que temos visto é um cenário bastante preocupante: o crescimento da inadimplência.

O maior exemplo disso é que se você não está endividado, certamente conhece alguém que está. As dívidas são as consequências de não se usar o crédito com consciência e ter um estilo de vida sem planejamento financeiro.

Como sair da bola de neve das dívidas?

A boa notícia é que mesmo que a sua situação financeira já tenha saído do controle, sempre existe uma saída. Isso não significa que ela seja fácil. Pelo contrário: demanda muita força de vontade e persistência. Mas tenha a certeza de que os resultados são mais que compensadores: libertar-se das dívidas, melhorar sua qualidade de vida de hoje e começar a construir o seu amanhã.

Confira um passo a passo para conseguir superar esse desafio:

1. Pare!

O primeiro passo para reorganizar suas finanças é admitir que você tem um problema financeiro. Não adianta se enganar. Assuma-o e concentre suas forças em resolvê-lo de uma vez por todas.

2. Pare de gastar!

A regra número dois é reduzir seus gastos ao máximo possível. Serão alguns meses de privações: sem roupas novas, sem jantar fora e trocar o cinema por um filminho em casa debaixo do cobertor. Use a criatividade (e a paciência) para contornar esse primeiro momento. Ele é um passo fundamental.

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3. Pare de se enganar!

Faça uma lista real de todas as suas dívidas e as taxas de juros pagas em cada uma delas. Sem esconder nada, coloque tudo na ponta do lápis. O baque inicial pode ser forte, mas só a com plena consciência da real gravidade da sua situação financeira, você conseguirá se motivar a seguir em frente cortando gastos, até que a situação volte ao normal.

4. Pare de pagar juros abusivos!

Você não tem que se submeter a qualquer coisa só porque está endividado. As dívidas são suas e você irá quitá-las, mas de uma forma plausível e com uma negociação decente, que caiba no seu orçamento.

Procure cada um dos seus credores e informe-se sobre o valor real da sua dívida, ou seja, quanto você precisaria ter hoje para quitá-la à vista. Você vai se surpreender com a quantia exorbitante de juros que estavam sendo cobrados.

Feito isso, escolha uma opção de crédito mais favorável ou proponha uma renegociação com juros menores e parcelas que caibam realmente no seu bolso. Se possível, refinancie todas as dívidas em uma tacada só. O crédito consignado, como já vimos, é uma ótima opção para substituir as dívidas mais caras, como a do cartão de crédito atrasado e do cheque especial.

5. Pare de comprar a prazo!

Adquira na marra o hábito de fazer compras à vista. No começo do mês, assim que o salário cair, separe-o para suas principais despesas (aluguel, supermercado, remédios), quite a parcela da sua dívida renegociada e feche a carteira. Quando a gente paga as coisas em dinheiro, pensa duas vezes antes de gastar. Pode reparar!

6. Pare de adiar!

Chega de deixar para amanhã aquele projeto de começar a guardar dinheiro. Assim que seu orçamento começar a voltar nos eixos (ou seja, você começar a gastar só o que ganha), reserve uma parte do seu salário e ponha na poupança. No começo, pode ser só um pouquinho, mas tenha como meta elevar essa fatia para 10% do seu salário, que é o mínimo indicado pelos consultores financeiros.

O segredo é o equilíbrio

Como você já deve ter percebido, ter sucesso nas finanças não é gastar como se não houvesse amanhã. Mas, por outro lado, também não é só ficar guardando dinheiro e deixar a vida passar sem curtir nada.

O segredo do sucesso financeiro é saber administrar o quanto você ganha e viver dentro do seu padrão financeiro. Tenha suas despesas na ponta do lápis e, com a poupança de 10% do salário que você vai começar a fazer em breve, construa uma reserva de emergência.

Aos poucos, pagar à vista e guardar dinheiro vira um hábito. Ter um salário livre de parcelas para gastar da forma que você bem entender é uma daquelas coisas que só vivendo a gente consegue valorizar. E depois que você experimentar, não vai querer saber de outra coisa. Pode apostar!

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