Você já navega em um Oceano Azul?

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Estratégia. O termo origina-se da palavra grega “strategos”, título dado aos comandantes militares durante a Grécia Antiga. A derivação belicosa da palavra parece não ter mudado muito no meio empresarial, embora apareça de forma maquiada, mais suave. Na atual conjuntura, a análise de fraquezas e forças internas e externas acaba corroborando para o conflito, já que os nichos de mercado são explorados e divididos por inúmeros concorrentes. Dessa forma, com uma competitividade latente, o mais forte e influente sempre irá ganhar. A questão é: ganhar o quê?

A resposta está no livro A Estratégia do Oceano Azul, dos autores Chan Kim e Renée Mauborgne, professores da escola de negócios Insead. Segundo os teóricos, ao estabelecer segmentados de mercado limitados, com barreiras claras e sem uma visão ampla de possibilidades, as empresas tendem a enfrentar uma violenta batalha competitiva, em que são definidos vencedores e perdedores. A grande questão é que, mesmo quando há vitória, os reflexos de uma constante luta causam um desgaste no possível retorno financeiro oferecido por determinado nicho e, desta forma, todos acabam perdendo.

De uma forma metafórica, os autores ilustraram essa luta como um oceano vermelho, ou seja, um mar sangrento, fruto de batalhas tempestuosas e incessantes. A solução? Procurar navegar por oceanos azuis. E o que seriam? É o que vamos abordar nesse post, confira a seguir!

Nova estratégia: navegando livremente por oceanos azuis

Para começar, vamos desvincular o atual conceito de estratégia do combate direto com outras organizações. Basicamente, o conceito de oceano azul significa criar oportunidades novas, havendo um desprendimento total dos segmentos pré-estabelecidos de mercado. Em outras palavras, em vez de concorrer contra os rivais, a ideia é torná-los irrelevantes para que a organização atinja o seu sucesso.

Assim, é importante procurar consumidores em espaços inexplorados, sem ideias preconcebidas. Um exemplo dado pelos próprios autores em entrevistas foi protagonizado pela empresa suíça Swatch, que resolveu ampliar radicalmente o seu segmento de atuação. Ao mudar o conceito de relógio-utilitário para relógio-acessório, e alterar os componentes caros por outros mais ligados à moda (com preços reduzidos), a empresa conseguiu popularizar seus produtos, oferecendo-os para outro tipo de público e com preços acessíveis para ele.

Rumo ao sucesso: oceanos azuis em números

No livro, os autores também realizaram uma pesquisa com 108 empresas para avaliar quais eram os impactos dos oceanos vermelhos e dos oceanos azuis na lucratividade das empresas. Segundo o estudo, a maioria das organizações ainda investem na antiga logística: 86% dos entrevistados realizaram lançamentos de extensões de linha, ou seja, apenas implementaram melhorias incrementais nos mercados já existentes.

Ocorre que, embora fossem maioria, as empresas que navegam em oceanos vermelhos geraram apenas 62% da receita total de todo o grupo e 39% do lucro total. Por outro lado, aquelas que navegam em oceanos azuis, ou seja, os 14% restantes, geraram 38% da receita total e 61% do lucro total. Conclusão? Além de serem mais lucrativas, as empresas do oceano azul também possuem custos reduzidos! Por isso, repense agora mesmo em que mar deseja navegar!

Você está se planejando para mudar de rota e navegar por oceanos azuis? Não perca mais tempo e reavalie agora mesmo o seu segmento de mercado! Acesse o nosso blog para ficar por dentro de mais novidades!

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