Fluxo de caixa: o início de todo planejamento financeiro

As pequenas e médias empresas brasileiras subsistem com a ausência de mecanismo que permitam que elas possam acompanhar os valores monetários que envolvem os negócios. Em geral, as informações que podem ser geradas desse tipo de acompanhamento são subvalorizadas pelos empresários que preferem investir em outros setores da empresa e perdem a oportunidade de conhecer mais sobre as finanças da empresa.

Há, no entanto, uma parcela de empresário que deseja sim saber mais sobre seus negócios, mas não sabe por onde começar. Bem, um bom início para uma gestão financeira é começar a controlar o fluxo de caixa. Nele há informações de alto valor no que tange o gerencialmente de recursos.

Antes de qualquer coisa é bom entender o que realmente significa fluxo de caixa. Basicamente é o registro e controle da movimentação do caixa de uma empresa – por um determinado período de tempo – onde são registradas as entradas e saídas de valores. Ele é peça fundamental no planejamento financeiro de uma organização, isso porque seu dinamismo revela o dia a dia da empresa, algo fundamental na tomada de decisão.

Planejar e administrar

Um controle ostensivo do fluxo de caixa precisa começar com um planejamento sério. É ele que vai dizer as necessidades de valores para que a empresa cumpra seus compromissos previamente assumidos. Assim, se uma empresa precisa ter em caixa um valor X para honrar dívidas, por exemplo, é esse planejamento que vai dizer se as metas diárias estão sendo alcançadas. Ele ainda permite que os tomadores de decisão replanejem as metas devido à movimentação cíclica das receitas.

Depois de um planejamento, a missão é a administrar o fluxo de caixa. Muitas empresas sofrem com um capital insuficiente. Há pesquisas que comprovam que mais de um terço das empresas sofreram com a descapitalização no início dos negócios. Esse problema nem sempre se limita ao primeiro ano de abertura do negócio. O desequilíbrio que se nota no caixa não raramente está mais relacionado com a dificuldade de administrá-lo do que com a dificuldade de realizar negócios e encontrar clientes.

 

Implantação do controle do fluxo de caixa

Um artigo publicado na conceituada Revista Científica Eletrônica De Administração e assinado pelos pesquisadores Jairo Silva e Ademilsom Ferreira da Faculdade de Ciências Jurídicas e Gerenciais aponta os passos necessários para a implantação do controle do fluxo de caixa de uma empresa.

Aqui, para um melhor atendimento, uma copilação desses passos:

1 – compromisso da alta direção: de nada adianta simplesmente delegar a tarefa se gerentes e empresários não estão comprometidos.

2 – Integração dos setores ou departamento da empresa ao sistema do fluxo de caixa: cada setor cuja função interfere no fluxo de caixa (estoque, compras etc.) precisa estar integrado. É preciso que seja um sistema único. Assim, cada movimentação diária é percebida pelo todo.

3 – Equipe de qualidade: as pessoas que atuam no gerenciamento do fluxo precisa saber exatamente como alimentar o software que auxilia o controle do caixa. Além disso, essa equipe precisa estar comprometida tanto com o processo de controle quanto com os objetivos e metas propostas no fluxo.

4 – Software: precisa ser capaz de informar com profundo detalhamento as informações passadas e até mesmo ajudar aos tomadores de decisão quanto a caminhos e saídas para possíveis problemas.

5 – Futuro: usar o fluxo de caixa serve para avaliar com antecedência os efeitos das decisões que venham a ter impacto financeiro na empresa.

 

É imprescindível que as empresas consigam visualizar a importância de começar a planejar, administrar e finalmente controlar o fluxo de caixa e entender que com esta nova postura é possível prever crises. E não apenas isso. Conhecendo bem o fluxo é possível planejar e investir no crescimento da empresa.

 

Compartilhe:
Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn