Métricas financeiras que toda PME precisa acompanhar de perto

Toda empresa, seja ela já consolidada ou uma startup recente, deve ter o seu andamento avaliado por seus diretores. Mas, para isso, não basta estar presente todos os dias e observar apenas com os olhos se há movimentação ou falta de demanda: esse método de análise empírico, além de ser insuficiente, pode ainda trazer informações incompletas ou falsas.

Para ter total certeza de que o seu negócio vai bem (e não só o negócio como um todo, mas também de suas mínimas variáveis), é preciso fazer o acompanhamento através de critérios chamados de métricas. Elas são capazes de fornecer informações bastante precisas, permitindo uma avaliação periódica para fins de comparação entre os períodos desejados. Com o resultado das métricas, sua empresa poderá medir quais estratégias foram realmente eficazes frente aos clientes e ao público em geral.

Confira a lista que preparamos para você com as principais métricas financeiras que toda PME precisa acompanhar de perto:

CAC – Custo de aquisição de cliente

Essa métrica mostra a viabilidade das estratégias e dos custos para adquirir novos clientes. Caso os custos para atrair consumidores sejam superiores ao valor que os clientes efetivos pagam para a empresa, é preciso atenção.

Os gastos com novos clientes envolvem vendedores, estratégias de marketing, aperfeiçoamento e criação de novos produtos, o que deveria ser pago pelo capital obtido com os próprios clientes. Por isso, para ter o resultado do CAC, você deve fazer a soma de todos os gastos para adquirir novos clientes e dividir pelo número dos novos consumidores que surgiram através de tais investimentos. Um CAC razoável é de 2 a 3 vezes maior que o LVT, que você verá abaixo.

LVT – Tempo de vida do usuário (Lifetime value)

Essa métrica mede o valor de um consumidor para a empresa, ou seja, o quanto ele realmente gasta ao contratar seus produtos e serviços. Essa informação, juntamente com o CAC, ajuda a definir o quanto a empresa pode gastar com os novos clientes em suas ações de aperfeiçoamento e marketing.

Para chegar ao LVT, é preciso passar por três indicadores:

  • Tempo de Vida (TV): Indica a média do tempo de utilização dos produtos e serviços da empresa por um cliente.

  • Ticket Médio (TM): Indica os gastos de um cliente por compra. Para ter seu resultado é necessário somar a receita bruta de determinado período e dividir pelo número de vendas feitas no mesmo período.

  • Quantidade Média de Vendas por Cliente (QMVC): Indica quantas compras um cliente fez em determinado período. Para ter seu resultado divide-se o número total de vendas pelo número de clientes.

Finalmente, o cálculo do LVT segue a seguinte equação: QMVC x TM x TV = LTV. De acordo com o que vimos acima, essa métrica é complementar ao CAC.

Burn Rate

Essa métrica significa o caixa negativo de uma empresa, calculado através do quanto ela gasta por mês e do quanto é o seu faturamento. Portanto, se a sua empresa gasta, por exemplo, 8 mil reais por mês, mas gera apenas 6 mil, seu burn rate é de 2 mil reais. O burn rate não é necessariamente ruim, pois os próximos meses podem prometer uma virada ou já ter um alto faturamento programado. Porém, é bom não descuidar desses números e ficar atento se os prejuízos forem constantes.

Índice de cancelamento

Essa métrica é útil para as empresas que trabalham com a modalidade de contratos. Ela mede o número de clientes que abandonam os serviços da empresa, comparando-os aos que permanecem. O cálculo é feito dividindo o número de cancelamentos pelo número de clientes ativos. Quanto menor for o número, melhor é para a empresa. Essa métrica funciona comparativamente e deve ser feita de maneira periódica. Caso ela indique um cancelamento alto e permanente, a recomendação é de que a empresa pense em ações de fidelização de seus clientes.

Ficou com alguma dúvida? Quais dessas métricas você emprega no seu negócio? Compartilhe conosco nos comentários!

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