Investidor-Anjo: o que é, quem pode investir e o que muda?

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Quando um negócio é promissor e apresenta grande potencial de crescimento, todos os meios para se obter recursos para financiar a empresa são válidos; seja utilizando-se de empréstimos financeiros ou por meio de investidores, como o caso do Investidor-Anjo.

A ideia de financiar pequenos empreendimentos com base nos seus próprios recursos financeiros ou de sua empresa é o que conhecemos hoje como investimento-anjo.

Se você deseja saber mais sobre o que são Investidores-Anjo, quem pode investir e o que muda em 2017, continue lendo para conferir!

O que é um Investidor-Anjo?

Investidor-Anjo é a Pessoa Física que utiliza seu próprio capital financeiro para investir em novas empresas ou empreendimentos com grande potencial de crescimento, conhecidas como startups.

O termo foi originado nos Estados Unidos no começo do século 20: business Angel ou Angel Investor eram as expressões utilizadas para se referir aos investidores que financiavam as peças da Broadway com recursos de seu próprio bolso, assumindo todo o tipo de riscos, apoiando sua execução e participando de seu retorno financeiro.

Qual o perfil do Investidor-Anjo?

Normalmente, o Investidor-Anjo é um empresário ou ex-empresário que já trilhou um caminho de grandes conquistas financeiras e consolidou uma ótima carreira.

Esse perfil o leva a acumular recursos suficientes para investir em startups e ideias promissoras. Geralmente, eles destinam de 5% a 10% de seu patrimônio para investir em negócios com alto potencial de crescimento.

Além de aplicar recursos financeiros, os Investidores-Anjo também contribuem com sua vasta experiência empresarial e administrativa. Vale ressaltar que Investidores-Anjo não costumam ser detentores de grandes fortunas, já que o investimento-anjo seria considerado um empreendimento muito pequeno para que eles administrassem.

Outras “regras” que comumente se aplicam a Investidores-Anjo:

  • Costumam possuir uma participação minoritária no negócio em que estão investindo;
  • Não possuem uma função executiva no empreendimento, mas atuam como mentores ou conselheiros do empreendedor;
  • Utilizam não apenas seus recursos financeiros como forma de investimento, mas sua sólida experiência, conhecimentos e sua rede de relacionamentos empresariais (Conhecemos esse meio de investimento como “Smart money“);
  • O investimento-anjo em uma empresa costuma ser realizado por cerca de 2 a 5 investidores, como forma de diluir os riscos e compartilhamento de dedicação;
  • O investimento total por empresa varia entre R$ 200 mil a R$ 500 mil, mas pode chegar a até R$ 1 milhão.

Como obter um investimento-anjo?

A possibilidade de se obter um investimento-anjo como forma de arrecadar recursos para o funcionamento das atividades deve ser considerada no ato do planejamento de negócios da startup. Geralmente, ela é dividida em duas etapas:

  • Estruturação e planejamento da empresa;
  • Captação de recursos e investimentos.

Para que sua startup possa obter um investimento-anjo, é preciso proceder da seguinte forma:

  • empreendedor que deseja obter um investimento-anjo precisa conhecer seu investidor para que possa elaborar os requisitos e termos da negociação previamente, para que possa oferecer uma proposta aceitável ao Investidor-Anjo que deseja investir em seu negócio;
  • Se possível, é altamente recomendável a contratação de um advisor: profissional experiente que atua como conselheiro durante todas as etapas do procedimento de obtenção de um investimento-anjo para sua empresa;
  • É muito importante fazer uma pesquisa minuciosa sobre o mercado em que seu futuro empreendimento vai atuar. Procure conversar com potenciais clientes para se certificar de que suas ideias atendem às expectativas e realmente valem um generoso investimento. Além disso, analise o nível de infraestrutura de seus concorrentes e aprenda com suas vantagens competitivas;
  • Busque montar um time forte de acordo com o perfil de seu negócio. Busque Investidores-Anjo que possuam experiência e conhecimento a respeito da área de atuação de sua startup para que o investimento seja ainda mais certeiro;
  • Produza um “protótipo” da ideia, produto ou serviço que seu empreendimento vai oferecer. O intuito é apresentar tanto para um possível Investidor-Anjo como futuros consumidores.

Saber apresentar é meio caminho

Desenvolva um pitch e uma apresentação de seu modelo negócios. Inclua as informações e itens mais relevantes, como:

  • As necessidades que seu produto/serviço atende;
  • Seus diferenciais de mercado;
  • O perfil de seu cliente;
  • Suas estratégias de marketing;
  • O quanto será necessário investir para colocar a empresa em funcionamento; e
  • Suas pretensões de faturamento.

Para entender o que mudou em 2017, com o reconhecimento do papel do Investidor-Anjo, não deixe de ler nosso artigo sobre as mudanças da tabela do Simples Nacional para 2017!

LEIA MAIS:

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E então? Você acredita que sua ideia merece a atenção de um Investidor-Anjo? O que acha do conceito de empresários investindo em pequenas e microempresas? Deixe um comentário compartilhando sua opinião!

 

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Um comentário em “Investidor-Anjo: o que é, quem pode investir e o que muda?

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