O que é MRP e para que serve?

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Se você costuma ler materiais relacionados à gestão de produção ou à logística, certamente já deve ter se deparado com o termo MRP. Mas você já se perguntou o que é MRP e para que ele serve exatamente na sua empresa? Nesse artigo, vamos abordar alguns detalhes sobre esse tema, que é de extrema importância para os gestores. Seu conhecimento pode fazer toda a diferença no dia a dia do seu negócio.

Entendendo o que é MRP

MRP é uma sigla para a expressão em inglês Material Requiriment Planning, que em tradução direta significa algo como Planejamento de Necessidade de Materiais. Em linhas gerais, quando falamos de MRP nos referimos a um sistema de cálculo que avalia a previsão de demanda em função da necessidade de componentes.

Vamos simplificar essa explicação: a partir do momento que sabemos quais são os componentes para a montagem de um determinado produto, bem como o tempo necessário para a sua confecção, podemos calcular, baseado na necessidade que teremos deles no futuro (demanda), quanto e quando devemos obter cada um dos itens, de forma a otimizar a produção —evitando que haja sobra ou falta de material.

Há um outro conceito de MRP, chamado MRPII, que é um pouco mais amplo. Nesse caso, a sigla diz respeito ao termo Manufacturing Resources Planning e leva em consideração outros itens como a capacidade de produção das máquinas, os recursos humanos e os recursos financeiros.

Como utilizar um MRP

Como você já pode imaginar, em muitos casos esse processo pode envolver diversas variáveis de forma que estamos falando de um cálculo complexo. Para isso existem os chamados ERP (Enterprise Resources Planning), módulos de pacotes de softwares e sistemas de informação que auxiliam na integração e no cálculo desses dados.

Alguns nomes comerciais de sistemas dessa espécie são bastante conhecidos, como Sage Start SAP/R-3, BAAN4, Oracle Applications, BPCS, Peoplesoft, JDEdwards e MFG/Pro. Porém, essa ampla oferta de softwares do gênero não significa que eles sejam todos acessíveis para a maioria das companhias. Muitos deles são caros e não se adequam ao perfil de certas empresas, especialmente as menores.

Isso se deve ao fato de que cada empresa trabalha de uma maneira diferente, então quase sempre é necessário que haja algum tipo de customização ou mesmo desenvolvimento de sistemas paralelos. Some a isso o fato de que sempre é necessário haver treinamento dos colaboradores, uma vez que há poucas pessoas capacitadas para operá-los.

Organização da empresa deve vir em primeiro lugar

Embora o MRP seja uma alternativa interessante para o aumento da produtividade e redução dos custos operacionais, antes de tudo é importante salientar que estamos falando aqui de um sistema de cálculo, que precisa ser alimentado com dados para que possa retornar informações precisas. Se a empresa não estiver certa dos seus sistemas produtivos, a implantação de um MRP pode ser de pouca serventia.

Essa projeção de inventários garante um tempo de resposta ágil, o que é extremamente benéfico para empresas que lidam com produtos cuja demanda oscila com muita constância. Com todos os parâmetros do sistema corretamente estabelecidos, o MRP aumenta a eficiência das fábricas, gerando menores custos e ampliando as margens de lucro.

Parâmetros básicos de um MRP

Como já mencionamos aqui, cada empresa tem as suas necessidades específicas e é de suma importância que os parâmetros corretos sejam definidos antes do início do processo. Contudo, alguns itens são considerados comuns a todas elas, de forma que podem ser vistos como o alicerce principal para o melhor funcionamento possível do MRP. São os seguintes:

  • Estoque máximo – quantidade máxima que deve ser mantida em estoque, conceito válido tanto para matéria-prima quanto para o produto acabado
  • Estoque mínimo – quantidade mínima que deve ser mantida em estoque, conceito válido tanto para matéria-prima quanto para o produto acabado
  • Estrutura do produto – quantidade de cada item que compõe um produto
  • Tamanho do lote de fabricação – quantidade de fabricação de um item de forma a otimizar o processo
  • Tamanho do lote de reposição – quantidade de um item que se adquire por vez de forma a otimizar os custos
  • Tempo de fabricação – tempo gasto entre o início e o final da produção
  • Tempo de reposição – tempo gasto entre o pedido e o recebimento do material

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