Vai viajar para o exterior? Cuidado com a alta do dólar!

As férias de julho finalmente chegaram e muita gente aproveita essa época de recesso escolar para viajar com os filhos. Entre os destinos internacionais, Estados Unidos (e por acaso tem criança que não sonha em conhecer a Disney?) e Europa estão entre os mais buscados, dado o clima de Verão no Hemisfério Norte. Ainda mais com o dólar baixo nos últimos anos, certo? Mais ou menos.

Não dá pra negar que o dólar, realmente, tornou as viagens para o exterior mais baratas que muitos pacotes turísticos internacionais. Não é à toa que no aeroporto internacional de Miami, um dos nossos destinos preferidos, muitas vezes é mais fácil ouvir gente falando em português do que em inglês. Entretanto, é importante observar que, desde o início do ano, o cenário de estabilidade do preço moeda norte-americana abaixo dos R$ 2,00 sofreu uma reviravolta.

No primeiro semestre de 2013, a moeda norte-americana acumulou alta de mais de 7%, saindo do nível de R$ 2,05 até chegar ao atual, em torno de R$ 2,20. Esses R$ 0,15 podem parecer pouca coisa, mas fazem uma grande diferença quando falamos em cifras maiores. Essa preocupação é muito importante por ser um tipo de prática de gestão financeira essencial para que você administre seu dinheiro de forma inteligente e saudável.

Já citamos aqui recentemente o exemplo da diferença da variação do dólar sobre um pacote de oito dias de viagem em Miami. Para relembrar: incluindo passagem, translado e hospedagem, o preço fica em torno de US$ 1.500,00 por pessoa. Se sua viagem fosse no começo do ano, você desembolsaria R$ 3.075,00. Hoje, entretanto, sua viagem ficou R$ 225,00 mais cara. E se você for com a família, multiplique esse valor pelo número de acompanhantes.

Sabendo desse cenário, e também que os especialistas de mercado não enxergam uma perspectiva de mudança no curto prazo, o negócio então é tentar se proteger para não deixar que o câmbio estrague as boas recordações da sua viagem. Para isso, existem duas dicas importantes que podem tornar menos amarga a hora de fechar suas contas. Confira:

  1. Esqueça o cartão de crédito. Nós sabemos que há muitas vantagens em levar o cartão de crédito para as férias: é mais seguro do que carregar dinheiro, facilita compras de valores maiores, gera pontos no programa de recompensas e, ainda por cima, permite que ganhemos uns dias de fôlego até o pagamento da fatura. Mas o curioso é que é justamente aí que está o perigo: você não sabe que valor irá pagar no vencimento, porque a cotação utilizada não é a do dia da compra, mas a da data de fechamento da fatura. E como a tendência do dólar é de alta, a chance de você ter que desembolsar daqui a um mês um valor maior do que teria que desembolsar hoje pelo mesmo produto é grande. Prefira dinheiro vivo ou travel card, aquele cartão que você carrega em dólares antes de viajar;
  2. Ao passar pelo freeshop, opte por pagar em reais. Chocolates, perfumes, bebidas, o presente esquecido. O freeshop é uma outra oportunidade de compras nas viagens internacionais que nós, brasileiros, também adoramos. Mesmo com o dólar mais alto, a compra da maioria desses produtos, isentos de vários impostos, ainda vale a pena. A dica aqui é para a hora do caixa. Normalmente, você tem a opção de pagar no cartão em reais ou dólares. Lembre-se da dica anterior: escolha pagar em reais. O motivo é o mesmo. Com a tendência de alta do dólar, você provavelmente pagará um valor maior até a data de fechamento da fatura. Só não vale ultrapassar o limite de US$ 500 por pessoa, hein? A tentação é grande, mas vale a pena se controlar para não pesar no bolso e nem ser parado na alfândega depois.

DICA DE DESTINO: Quem acha que entender de finanças não pode ajudar em outras áreas da vida está muito enganado. Uma boa dica de destino de viagem para esta época de alta do dólar é o Uruguai. E nem se preocupe em comprar os pesos uruguaios antes de ir. A capital, Montevidéo, está cheia de casas de câmbio que oferecem cotações superatrativas pelos nossos reais. Sem contar que há diversos lugares que aceitam as próprias notas brasileiras. O Mercado Del Puerto, por exemplo, é um desses lugares. Coma cortes de carne nobre (ojo de bife, bife de chorizo), beba uma taça de media y media (um espumante docinho delicioso) e pague um preço muito justo em reais, sem se preocupar com câmbio e nem em falar espanhol. Os garçons se viram muito bem no portunhol. 😉

 

 

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